Aquilo que empolga… ou não.

Disclaimer: Não sou dessas que segue horóscopo piamente e acredita em cada letra proferida nos jornais. Eu leio quando vejo u e acho engraçado quando alguma frase se encaixa na minha vida. E só.

Ser escorpião não é fácil. É o signo que mais se tem medo do Zodíaco e pensam logo que você vai virar uma serial killer quando crescer. As pessoas têm medo quando você menciona o seu signo. Acham que no primeiro movimento a gente vai enfiar uma faca no seu pescoço. Mas isso não é verdade.

Ser escorpião é ter objetivo na vida. Ambição, querer sempre o melhor e se frustrar quando as coisas não vão como o previsto. Ambição sim, mas sem pisar em ninguém pra conquistar seu objetivo.

Ser escorpião também é se magoar facilmente. É daí que vem a fama de rancoroso e sem coração. Mas não é fácil se decepcionar com as pessoas e passar a mão na cabeça. “É o famoso Perdoar sim, esquecer jamais”.

É claro que pessoas são muito diferentes umas das outras, umas são ótimas, outras são péssimas… Mas não julgue nem generalize ninguém pelo signo, você pode se surpreender.

Nada como esperar duas semaninhas pra falar o que eu achei do Rock in Rio.

Teve muita reclamação do lineup, mas pra mim todos os dias tiveram alguma atração que eu gostaria de ter visto ao vivo.

Assim que abriu as vendas já garanti meu ingresso do dia 24, pra ver o Red Hot Chilli Peppers, porque eu adoro a banda e nunca tive a oportunidade de ver um show. Como os ingressos acabaram quase no mesmo dia, não deu tempo de arrumar companhia pra rever o Coldplay. Paciência, pelo menos já tinha visto os caras ao vivo.

Eu gostei muito do show deles, mas acho meio complicado avaliar show de festival. Nunca é a mesma coisa que um show solo, mas dadas as condições foi muito bom! E tocou Around the World, música que eles nem sempre tocam e eu sempre quis ouvir ao vivo, então valeu a pena.

 

Agora vamos lá, sobre a estrutura: A cidade do Rock ficou bem bonita, o Palco Mundo também mas acho que colocar 100 mil pessoas lá dentro foi um pouco demais. Algumas áreas ficaram lotadas e circular pelo ambiente foi meio difícil. Não consegui chegar nem perto da Rock Street e conhecer o espaço. Ainda bem que estão pensando em reduzir o público, acho que vai dar mais conforto pra quem for em 2013.

A comida foi o ponto fraco do evento. Filas gigantes e comida superfaturada. Tive que escolher onde comer pelo tamanho da fila e acabei pagando 6 reais em um pastel que na feira aqui perto de casa custaria no máximo metade desse valor.

Outra coisa que eles poderiam melhorar pras próximas edições é o palco Sunset. Aquele espaço seria ótimo pra trazer artistas que a gente realmente conhece, mas que nem sempre se aplicaria no palco mundo. o Sunset foi um festival de gente aleatória e a grande maioria nunca ouviu falar. Além disso, vários artistas que eles relegaram ao palco menor poderiam facilmente ter tocado no palco principal, como o Sepultura e o Matanza.

O dia que eu fui também foi um dos poucos dias em que choveu, mas ainda bem aquela grama sintética deu show a parte e não fez lama! Ponto positivo da organização!

Nos outros seis dias que eu não fui, vi muita coisa pela TV e algumas bandas me surpreenderam. Acho que a principal banda que nunca tinha dado atenção e passei a ouvir mais após o Rock In Rio foi o Slipknot. Fizeram um dos melhores shows do festival e entrou pra minha playlist no Grooveshark pra me manter acordada no trabalho após o almoço. Mas isso é assunto pra outro post.

 

É sempre bom descobrir boas idéias por acaso e com a Mymag foi assim.

Quem nunca comprou uma revista na banca e não gostou de metade dela que atire a primeira pedra. No caso da MyMag a chance disso ocorrer é quase zero. Você escolhe todas as matérias principais que quer ler (no máximo sete), escolhe a capa e pronto! Sua revista customizada está na mão – ou melhor, na tela do computador. A revista tem algumas colunas e seções fixas, mas o conteúdo é bem interessante, vale a pena ler.

Aí vem a melhor parte: esse processo e o conteúdo é acessível de forma gratuita, mas eles vão colocar umas propagandas entre as matérias porque ninguém vive de brisa, né? Caso você se incomode muito com elas, tem a versão paga, totalmente ad free.

Só senti falta de uma ferramenta pra compartilhar as revistas que você já fez. No geral, idéia é muito boa e espero que o site continue crescendo e mantenha a qualidade das matérias.

Eu ando cansada de escrever. Bastante até. Mas sempre quis manter um blog ativo e consegui por pouco tempo. Essa é mais uma tentativa de manter isso aqui vivo. e já aviso também que o Empolga pode se transformar praticamente em um muro das lamentações.

Mumford and Sons

Choquei ao ver gringos twittando que não conheciam Arcade Fire quando eles ganharam o Grammy no domingo (rendeu até Tumblr sobre! ), mas fiz o mesmo com Mumford and Sons. A primeira ouvida foi justamente na apresentação deles no Grammy, junto com a lenda Bob Dylan. Mas “The Cave” é muito boa e deu vontade de conhecer mais.

 

Uma das características mais atribuídas ao brasileiro é a solidariedade. É só ver toda a mobilização para ajudar as vítimas da chuva na serra do estado do Rio. Mas sempre tem uma exceção e uma delas veio parar do meu lado em um dia de metrô lotado.

Voltando de mais um dia de trabalho, consigo me sentar no metrô – o que é um milagre, já que as pessoas saem correndo igual selvagens em busca de um lugar. Ao meu lado, duas mulheres, mãe e filha sentaram naqueles lugares preferenciais.

Viagem tranquila até que se aproxima uma senhora e pede o lugar para a mais nova. Mas a mae se levanta – meio contrariada. Uma outra senhora ao lado, mas que era, digamos, mais inteira que a outra que solicitou seu lugar de direito, comentou: “nossa, você vai dar o lugar pra sua filha?” A mulher respondeu, muito seca: “ela é minha filha e não quero que ela levante”.
Até aí, nada demais, certo? Mas em seguida, o comentário feito pra filha:

“Esses velhos ficam andando na rua e vem querer o lugar, se ainda fosse uma grávida…”

Então é assim? idosos não tem o direito ao transporte coletivo? Passou dos 60, eles são condenados a ficar permanentemente em casa, sem direito a lazer ou qualquer rotina fora do lar?

Fiquei extremamente enojada de como existem pessoas que tem esse tipo de pensamento, sem pensar que, um dia, elas vão chegar nessa mesma idade, e vão passar pela mesma situação.

O pior foi fazer essse comentário pra própria filha. Espero que não assimile esse comentário inadmissível da mãe e que no futuro, cresça e seja mais educada do que sua mãe.

… eu vejo minha banda favorita ao vivo. Mas, quando?

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